Olá pessoal, tudo bem? hoje vamos ver
como funciona a distribuição dos elétrons na eletrosfera de um átomo, para ter
um melhor entendimento de como funciona as características da tabela periódica.
Fonte
https://conhecimentocientifico.r7.com/o-que-e-quimica/
1. O surgimento dos subníveis de energia
e a distribuição eletrônica
Após a formulação de sua teoria,
Bohr, ainda não conseguia explicar alguns fenômenos como os espectros de
emissão de átomos contendo mais do que um elétron e o aparecimento de novas
raias do hidrogênio quando lhe era aplicado um campo magnético, porem havia uma
questão que mais o preocupou: a “posição” de uma onda pode ser especificada? A
partir desse ponto novos cientistas entraram em ação para explicar esses
fenômenos como o físico Werner Heisenberg.
1.1. Princípio da incerteza de Heisenberg
Vamos imaginar duas situações uma no
qual você precise medir a temperatura de uma piscina e outra na qual você
precise medir a temperatura de uma gota de agua no piso de sua casa.
No primeiro casa o uso de um
termômetro já é suficiente para aferir a temperatura da piscina, porém no
segundo caso o uso do termômetro se torna inconveniente, pois a gota de agua é
tão pequena que ao entrar em contato com o equipamento poderia sofrer uma troca
de calor assim alterando o resultado final de sua temperatura.
Logo podemos ver, que o instrumento
usado para aferir a grandeza nas duas situações, influenciam no resultado
final, porém na piscina essa influência se torna desprezível, assim concluímos
que o ato de medir afeta a grandeza medida e isso se torna cada vez mais
acentuado quando menor é o objeto de medida.
Ao tentar estabelecer a posição de
um elétrons em um determinado átomo, algo semelhante acontece. O elétrons por
ser muito pequeno, é afetado pela luz que interage com ele, fazendo mudar sua
posição e energia. Assim, se torna improvável saber a localização exata do
elétrons em torno do átomo, quebrando o conceito de trajetórias circulares de
Bohr.
Em 1927, o físico Werner Heisenberg
formulou matematicamente esses conceitos descritos acima, nascendo então o
princípio da incerteza de Heisenberg, no qual com a ajuda de informações
indiretas como os espectro átomo, no qual fornecia a energia de diferentes para
cada nível da eletrosfera.
Heisenberg falava, que não faz
sentido os eletros de um átomo orbitarem o núcleo, pois se o elétrons tivesse
uma trajetória pré-definida, conseguiríamos calcular com uma extrema precisão,
a posição e o momento de um elétrons em torno do núcleo. Desta maneira, Werner
estipulou áreas que seriam mais fácil de encontrar a partícula negativa,
chamando-as de orbitais.
Para ter um melhor entendimento de
como funciona os orbitais, vamos usar um exemplo. Imagine um lago, nesse lago
não conseguimos estabelecer a posição exata e a trajetória dos peixe que o
habitam, mas existe regiões, na qual aumenta a probabilidade de encontrar um
peixe, assim como os orbitais que aumentam a chances de encontrar um elétrons.
1.2. Subníveis de energia
Com o surgimento de equipamentos
mais avançados e o melhoramento do espectrômetro, conseguiram enxergar os
espectros dos elemento com mais clareza, deste modo perceberam que os espectros
eram estruturas de linhas bem finas, na qual muitas vezes eram compostas de
duas ou mais linhas.
Os estudiosos da época logo
estipularam, que com um espectro de raias na emissão de luz, os elétrons
assumiam orbitais elípticos variados dentro de um mesmo nível com a mesma
energia. Esse níveis, foram chamadas de orbitais, e cada orbital recebeu um
nome especifico designadas pelas letras s, p, d e f que significava “sharp,
diffuse, principal, fundamental”, a partir do f, os próximos níveis são
conhecidos como orbitais teóricos, recebem o nome da próxima letra no alfabeto.
Com o surgimento do orbitais foi necessário
uma organizaram, como:
·
Um
conjunto de orbitais com mesma valor energia é categorizado pelo seu número
quântico principal (n), ou seja, a sua camada.
Fonte:
https://www.tabelaperiodicacompleta.com/distribuicao-eletronica/
·
Para
especificar um orbital há também o número quântico secundário (l), que está
associado ao subnível de energia do elétron e representa a forma do orbital.
Exemplo:
Na camada K, seu número quântico
principal é n=1, então l = n – 1 = 0. Logo, na camada K há a possibilidade de
um valor, l = 0, ou um subnivel s.
Na camada M, seu número quântico
principal é n=3, então l = n – 3 = 2. Logo, na camada M, há a possibilidade de
três valores, l = 0, l = 1 e l = 2 ou três subniveis s = 0, p = 1 e d = 2.
Fonte:
https://www.tabelaperiodicacompleta.com/distribuicao-eletronica/
1.3.Distribuição eletrônica em átomos
neutros
Quando
falamos sobre distribuição eletrônica precisamos entender que na natureza há
uma disposição natural com que faz as coisas tenderem sempre pra uma situação
de menor energia.
No
átomo essa “regra” também se aplica, pois ao preencher sua eletrosfera com
eletros, vemos que as primeiras camadas preenchidas são as de menores energia.
Por exemplo, o hidrogênio (1H), seu único elétron ocupa a camada de
mais baixa energia, que é 1s1. O hélio 2He, seus dois
elétrons também ocupam o subnivel de menor energia que é 1s2. Logo
vemos, que quando distribuímos os eletros de um elementos, sempre devemos
começar pelos níveis de menor energia.
Para
facilitar na distribuição eletrônica, foi criado um diagrama conhecido como
diagrama de Linus Pauling, que nos mostras a ordem de preenchimentos de
elétrons por camada, começadas pelas de menor energia e assim subindo.
Fonte: http://elquimicus.blogspot.com/2012/09/diagrama-de-pauling.html
Aqui alguns exemplos de distribuição
eletrônica mostrando a camada de valência que é o nível de maior energia.
Fonte:
https://resumos.mesalva.com/diagrama-linus-pauling/
1.3.1. Distribuição eletrônica em íons
A distribuição eletrônica é ligeiramente diferente quando
se trata de íons. Por exemplo.
·
Cátions: faz-se a distribuição eletrônica
normalmente como se fosse um átomo neutro e em seguida, retira-se elétrons da
camada de valência.
·
Ânions: faz-se a distribuição eletrônica
normalmente como se fosse um átomo neutro e em seguida, adiciona elétrons da
camada de valência.
Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/1251782/
1.3.2. Distribuição
eletrônica por orbitais
A distribuição eletrônica por orbitais é nada mais do que
uma forma diferente de fazer a distribuição dos elétrons na eletrosfera, na qual
vemos como o preenchimento dos subníveis funciona.
Cada orbital comporta dois elétrons, então para você
descobrir quantos orbitais tem um punível basta dividir o seu número máximo de elétrons
por dois:
·
Subnivel s, número máximo de eletros dois, então
2/2 = 1, ou seja, um orbital:
·
Subnivel p, número máximo de eletros seis, então
6/2 = 3, ou seja, três orbital:
·
Subnivel d, número máximo de eletros dez, então
10/2 = 5, ou seja, cinco orbital:
·
Subnivel f, número máximo de eletros quatorze,
então 14/2 = 7, ou seja, sete orbital:
O
preenchimento de orbitais segue a regra de hund, na qual cada orbital de um subnível,
precisa ser inicialmente preenchido com um elétrons no mesmo sentido e logo em
seguida outro em um sentido diferente. Vamos ver um exemplo:
Vamos usar o Vanádio número atômico 23,
primeiro fazemos a distribuição pelo diagrama de Linus Pauling.
1s2 2s2 2p6
3s2 3p6 4s2 3d3
Agora só preenchemos os orbitais de
acordo com a regra:
Fonte: https://www.manualdaquimica.com/quimica-geral/distribuicao-eletronica-orbitais.htm#
Então é isso pessoal, aqui
encerramos o assunto sobre distribuição eletrônica, até a próxima, espero que tenham
gostado.
Fontes:
http://qui.ufmg.br/~ayala/matdidatico/tom.pdf












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